sábado, 4 de dezembro de 2010

Aeroclube de Blumenau : precisa ?

Hoje no jornal de SC tem um reportagem questionando os 300 mil reais investidos por ano num espaço literalmente "morto". Pessoalmente também acho que deveria ser removido de Blumenau o aeroclube e investido no futuro centro cívico do município no local.
Penso que o futuro centro da cidade não pode ter um aeroporto em sua área mais promissora. 
Vamos investir no aparelhamento e crescimento do aeroporto de Navegantes, que é o verdadeiro aeroporto regional. Todos os municípios deveriam contribuir para que ele sirva bem a todos. Abaixo a reportagem do Jornal de SC :


Uma pista sem voos
Município gasta R$ 300 mil por ano para manter o sonho de atrair companhias ao Quero-Quero


Um galpão com dois aviões de pequeno porte e dois carros estacionados. Uma pequena fileira de cadeiras vazias e levemente empoeiradas denuncia que há algum tempo ninguém senta ali. Silêncio. Meia-luz. Encostado na parede dos fundos, sem uso, está o detector de metais. Pela descrição pode não parecer, mas esta é a sala de embarque do Aeroporto Regional de Blumenau.
Taxiando há anos, o espaço, que quer se livrar da alcunha de Quero-Quero, levantou voo poucas e rápidas vezes. Desde 1991 sob o controle do Seterb, a estrutura consome R$ 25 mil mensais – R$ 300 mil por ano. São R$ 16 mil por mês com a folha de pagamento dos 10 funcionários (um comissionado e nove concursados) e R$ 6 mil com o aluguel do galpão. Os investimentos feitos em 2010 chegam a mais R$ 60 mil.
O movimento na pista não acompanha o ritmo dos gastos. De 14,7 mil pousos e decolagens do ano passado, 72% eram aviões do Aeroclube de Blumenau, que não paga taxas ao município porque é beneficiado por uma lei federal. Dos demais voos, 2% foram táxis e 26% aviões particulares e de carga. Estas operações rendem cerca de R$ 1,2 mil mensais ao aeroporto. Cada decolagem arrecada cerca de R$ 10 em taxas, mas 40% vai para a Infraero.
O único voo comercial regular, operado pela transportadora de cargas Jadlog desde 2009, foi suspenso em outubro por falta de iluminação para operações noturnas. A empresa estuda voltar em janeiro, mas não dá certeza. O presidente do Seterb, Rudolf Clebsch, acha o movimento do aeroporto expressivo e considera o funcionamento dele importante para a economia regional.
– Admito que as coisas não estão no ritmo ideal. Estamos trabalhando para implantar uma operação comercial, o que é fundamental – avalia.
Tanto na prefeitura quanto no segmento empresarial não faltam interessados na reativação dos voos. Uma comissão trabalha no assunto desde o ano passado, mas os próprios integrantes estão irritados com a lentidão. Hans Dieter Didjurgeit, represente da Acib na comissão, afirma que o trabalho mais difícil tem sido sensibilizar os envolvidos sobre a importância do aeroporto.
– Um aeroporto traz desenvolvimento. Mas às vezes é difícil fazer todos compreenderem isso – lamenta.
Marcos Döring, engenheiro que assumiu a gestão de segurança operacional do aeroporto, garante que o trabalho iniciado há dois anos e meio vem ganhando atenção da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Só este ano houve mudanças no terminal, aperfeiçoamento de pessoal, compra de biruta – a antiga estava fora das normas –, cerca no pátio de manobras, identificação do terminal de passageiros, manutenção e pintura de sinalização horizontal. Parte dos investimentos veio do Estado e da União.


PASSOS PARA UM SONHO DISTANTE
- Levantamento atualizado das restrições aos voos, como a antena de rádio vizinha e fios de alta tensão. O documento é fornecido aos pilotos para evitar colisões
- Sinalizar e iluminar a pista para poder receber voos noturnos. Atualmente é possível fazer pousos e decolagens somente durante o dia e com condições climáticas boas
- Recuo de seis metros da cerca da pista usada para taxiamento. O objetivo é evitar que os aviões batam as asas na cerca
- Terraplanagem e corte de árvores do topo de um morro que fica na cabeceira Norte da pista
- Relocar ou diminuir a antena de rádio, que está na rota de pouso do aeroporto e oferece riscos às operações
- Homologar a pista para 1.431 metros. Ela já tem essa extensão, mas somente 1.080 metros estão homologados. Com a ampliação, seria possível receber aviões maiores
- Para ampliar ainda mais a pista, seria preciso desviar a Rodovia Guilherme Jensen e a Rua Franz Volles
- Desapropriar imóveis e terrenos próximos à pista para poder fazer novas ampliações e garantir a segurança de moradores e aeronaves
- Ter uma guarnição do Corpo de Bombeiros no local
- Autorização ambiental para drenagem de um córrego próximo à cabeceira Norte e corte de árvores que podem comprometer a segurança

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