quarta-feira, 13 de junho de 2007

Comemoração

Um homem tinha verdadeira paixão por feijão, mas ele lhe provocava muitos gases, criando situações embaraçosas sempre que o comia.
Um dia ele conheceu uma garota e se apaixonou. Mas pensou: "Ela nunca vai se casar comigo se eu continuar desse jeito. " Então fez um sacrifício enorme e deixou de comer feijão.
Pouco depois os dois se casaram. Passados alguns meses, quando ele voltava para casa, seu carro quebrou. Ele telefonou para a esposa e avisou que ia chegar mais tarde, pois voltaria a pé.
No caminho de volta para casa, passou por um restaurante e o aroma maravilhoso do feijão lhe atingiu em cheio.
Entrou e comeu três pratos fundos de feijão. Durante todo o caminho, foi para casa peidando, feliz da vida.
E quando chegou já se sentia bem melhor. A esposa o encontrou na porta e parecia bastante excitada. Ela disse: "Querido, o jantar hoje é uma surpresa".
Então ela lhe colocou uma venda nos olhos e o levou até a mesa, fazendo-o sentar-se à cabeceira.
Nesse momento, aflito, ele pressentiu que havia um novo peido a caminho.
Quando a esposa estava preste a lhe remover a venda, o telefone tocou.
Ela foi atender, mas antes o fez prometer que não tiraria a venda enquanto não voltasse.
Ele, claro, aproveitou a oportunidade. E, assim que ficou sozinho, jogando seu peso para apenas uma perna, soltou um senhor peido.
Não foi apenas alto, mas também longo e picotado. Parecia um ovo fritando.
Com dificuldade para respirar, devido à venda apertada, ele tateou na mesa procurando um guardanapo e começou a abanar o ar em volta de si, para espantar o cheiro.
Mas, logo em seguida, teve vontade de soltar outro. Levantou a perna e...
RRRRRRRROOOOOOOOUUUUUUUUMMMMM!!
Esse, então, soou como um motor a diesel pegando e cheirou ainda pior!...
Esperando que o odor se dissipasse, ele voltou a sacudir os braços e o guardanapo, freneticamente, numa animada e ridícula coreografia.
E quando pensou que tudo voltaria ao normal, lá veio a vontade outra vez.
Como ouvia a mulher, lá dentro, continuando a falar no telefone, não teve dúvidas: jogou o peso sobre a outra perna e mandou ver.
Desta vez merecia medalha de ouro na categoria. Enxofre puro. As janelas vibraram, a louça na mesa sacudiu, e em dez segundos as flores no vaso sobre a mesa estavam mortas.
Ouvido atento à conversa da mulher no telefone, e mantendo a promessa de nâo tirar a venda, continuou peidando e abanando os braços por mais uns três minutos.
Quando ouviu a mulher se despedir no telefone, já estava totalmente aliviado.
Colocou o guardanapo suavemente no colo, cruzou as mãos sobre ele e chegou a sorrir vitorioso, estampando no rosto a inocência de um anjo.
Então a esposa voltou à sala, pedindo desculpas por ter demorado tanto ao telefone, e lhe perguntou se ele havia tirado a venda e olhado à mesa de jantar.
Quando teve a certeza de que isso não havia acontecido, ela própria lhe removeu a venda e gritou: "SURPRESAAAA!"
E ele, finalmente, deu de cara com os doze convidados sentados à mesa para comemorar seu aniversário !

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